HISTÓRIA – Os servidores públicos municipais de Uberaba não ficam nada a dever ao processo de organização promovido pelas principais lideranças nacionais na trajetória do sindicalismo brasileiro. Em 1978, quando os trabalhadores – de industriários a funcionários públicos, intensificavam sua luta rumo ao ressurgimento do movimento sindical no país, os servidores municipais de Uberaba já investiam na força da união. Preocupação esta época era em reforçar a Associação Profissional dos Funcionários da refeitura de Uberaba, instalada em 1969. Seu primeiro presidente – Sebastião Rodrigues dos Santos, ficou seis anos no cargo, reconduzido a cada dois anos, até 1974. O ano de 1978, considerado ano-chave no ressurgimento do movimento sindical brasileiro, surpreendeu na presidência o servidor Delmo de Carvalho Mendonça, que em 1979 transferiu a cadeira para Arquimedes de Oliveira Bessa.
Os servidores municipais de Uberaba voltaram a fazer história logo após a promulgação da Constituição Federal (ocorrida em outubro de 1988).
Em 30 de março de 1989, ainda sob o impacto de uma ampla mobilização salarial – que incluiu uma greve de vários dias, os servidores municipais de Uberaba transformaram sua associação em sindicato.
Ressalte-se que o reconhecimento do direito à greve e à organização sindical dos servidores públicos só foi efetivado com a Constituição Federal de 1988.
Antes disso, porém, os servidores municipais de Uberaba já se organizavam em associação, e fecharam 1988 com uma greve de três dias em dezembro, com vistas a receberem o 13º integral. Sem contar, que vinham de uma batalha – incluindo judicial, para terem acesso aos gatilhos salariais, vigentes na época. As negociações em torno do nome que faria a estreia na presidência do sindicato recém-criado giraram em torno de Antônio Sérgio Dahas (que ficou com o cargo) e José Jorge da Silva e Oliveira, que ficou com a vice-presidência. Cerca de 20 anos depois, o co-fundador José Jorge assumiu o comando do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba para o mandato 2009/2012, mas se aposentou em 2010, transferindo o cargo para o atual presidente, Luís Carlos dos Santos.
Por causa de movimentos fortes como o do SSPMU, e de outros sindicatos surgidos principalmente em São Paulo, o governo federal aprovou no Congresso Nacional, ainda em 1989, uma nova lei regulamentando os serviços ou atividades consideradas essenciais, impondo novas restrições à realização de greves no setor. Passaram a fazer parte das atividades essenciais: tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustível; assistência médica e hospitalar; distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos; funerárias; transporte coletivo; captação e tratamento de esgoto e lixo; telecomunicações; guarda, uso e controle de substância radioativa, equipamentos e materiais nucleares; processamento de dados ligados à serviços essenciais; controle de tráfego aéreo; compensação bancária.